sábado, 3 de março de 2012

Atalho

Não sei porque ainda procuro o amor. Poderia deixar que me encontrasse com seus caminhos tortos, seus atalhos, sua lentidão ou sua pressa incansável. Mas não. Aqui estou eu. Cansada de muitas coisas, mas principalmente disso. Dessas pessoas que me aparecem e se vão, como se não devessem aparecer. E fico tentando entender o porque de aparecerem. Deve ter um motivo. Deve ser pra fortalecer ou pra me fazer desistir. Bem, não preciso de tanta insistência, agora. Só de amor. Soa carência e porque deveria soar outra coisa? Todo mundo é carente de amor e tem medo de assumir com isso alguma fraqueza. Ser fraco é não saber amar. Procurar erros para evitar o amor. Não digo que quero amor, sou mais clara ainda e digo que preciso.... Amor da cabeça aos pés.

Um comentário:

Ana Paula Vasconcelos disse...

Tenho cá umas tantas considerações pessoais, fiz reflexões parecidas esses dias. Mas depois de tantos desencontros eu resolvi seguir os conselhos da Clarice Lispector.

Inutilidades
Quando fazemos de tudo para que nos amem... e não conseguimos, resta-nos um ultimo recurso, não fazer mais nada.
Pois isto digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou ternura que havíamos solicitado... melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não façamos esforços inúteis, pois o amor nasce ou não espontaneamente, mas nunca por força da imposição.
As vezes é inútil esforçar-se demais... nada se consegue: outras vezes, nada damos e o amor se rende a nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer.
Assim, repito, quando tivermos feito de tudo para conseguir o amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de nada mais fazer.